Madrasta que assassinou menina de 8 anos diz não se lembrar de ter matado enteada

| 20 de Junho de 2026 às 13:35
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Madrasta que assassinou menina de 8 anos diz não se lembrar de ter matado enteada

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Eulália está agora em prisão preventiva por este crime que está a chocar o país.

No interrogatório de Eulália Silva, houve tempo para tudo. Falhas de memória e até para ataques de pânico. Chorou, gritou e quase desmaiou quando percebeu que o procurador tinha pedido a prisão preventiva. Ainda a juíza não lhe tinha dado conta da decisão e Eulália já mostrava sinais claros desequilíbrio. Teve de se acalmar, deram-lhe água e pediram para que respirasse com calma. Mas nada iria mudar o seu destino.

Perante a juíza de instrução criminal do Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, Eulália afirmou nem se lembrar bem daquilo que aconteceu à enteada. Recorda-se de ter levado a menina de apenas oito anos para a Serra, mas não sabe o que aconteceu depois.

“Depois caiu, morreu e eu entrei em pânico. Fugi. Não fui eu, não estava em mim. Nunca fiz mal a ninguém”, disse.

A menina terá sido asfixiada quarta-feira, dia em que desapareceu de casa, em Celeirós, Valpaços, e o corpo deixado na Serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar.

Nas palavras em tribunal, a madrasta assassina relatou ainda viver num ambiente de maus tratros em casa às mãos do marido, o pai da pequena Lara.

"Ele batia-me, fazia-me mal. A mim e ao meu filho. Não sei o que me deu, a Lara não merecia o que aconteceu. Eu levei-a da escola só para a assustar, para chamar a atenção. Não queria que lhe acontecesse nada de mal", disse.

As confissões da homicida, que fala ainda em noites mal dormidas e vozes que estavam sempre a surgir-lhe na cabeça, não convenceram a magistrada.

Eulália Silva, que diz agora estar arrependida por nunca se ter queixado da violência doméstica de que diz ser vítima, tentou mostrar arrependimento e empatia, mas de nada lhe valeu. É acusada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A mulher vai aguardar julgamento em prisão preventiva e pode mesmo ser condenada à pena máxima de 25 anos de prisão.