Ministério da Educação esconde contrato de urgência para resolver caos na correção dos exames nacionais
O acordo foi feito por ajuste direto com a consultora Deloitte, mas o Governo não revela quanto custa nem quando foi assinado.
O Ministério da Educação contratou Deloitte para ajudar a resolver os problemas na correção dos exames nacionais. O contrato foi feito por ajuste direto, por causa da urgência da situação.
Mas o Governo não revela quanto vai pagar à empresa, nem quando o contrato foi assinado. Até agora, o acordo também não foi publicado no portal base, onde devem aparecer os contratos do Estado.
Entretanto, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, autorizou o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação a gastar até 500 mil euros em apoio técnico para a plataforma dos exames. Não é, no entanto, claro se o dinheiro será usado para pagar o contrato com a Deloitte.
O ministro garante que mais de 75% das provas já foram corrigidas e diz que as notas vão ser divulgadas na próxima sexta-feira.
Mas continuam a surgir queixas dos professores.
Segundo a Missão Escola Pública, existem exames que chegam aos classificadores com páginas em falta. Ainda assim, alguns professores estão a ser orientados para dar nota às respostas que receberam.
Os exames em papel continuam guardados num armazém em Sintra, onde estão a ser digitalizadas cerca de 300 mil provas antes de serem devolvidas às escolas.