Ministério Público abre inquérito ao caso do homem que morrem à espera de socorro no Seixal

Maria Peleira Gouveia | 08 de Janeiro de 2026 às 16:24
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Ministério Público

Na sexta-feira, o INEM anunciou o início de um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos centros de orientação de doentes urgentes.

António Correia tinha 78 anos. Segundo os vizinhos, era viúvo, vivia sozinho e tinha dois filhos. Tinha alguns problemas de saúde e chegou a estar internado pouco tempo antes de morerr.

Na terça-feira, o homem sofreu uma grande queda em casa, no Seixal. O alerta para o 112 foi feito pela primeira vez às 11h20. A viatura médica só foi enviada às 14h09, quando já se encontrava disponível uma equipa de Almada, quase três horas depois.

O Presidente do INEM reagiu ao caso e disse que não havia ambulâncias disponíveis na altura. Anunciou uma auditoria interna à chamada.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde já instaurou um processo de inquérito para averiguar a qualidade do serviço por parte do INEM.

Apesar do quadro clínico de António Correia, a resposta foi sendo sucessivamente adiada devido à indisponibilidade de ambulâncias na região.

Por volta das 13h30 foi feita uma segunda chamada a questionar a demora no socorro. Já às 14h05, uma nova comunicação informou que o homem se encontrava em paragem cardiorrespiratória. Quatro minutos depois, foi finalmente acionada a viatura médica.

Na sexta-feira, o INEM anunciou o início de um novo sistema de atendimento das chamadas recebidas nos centros de orientação de doentes urgentes.

Esta ocorrência foi classificada como prioridade 3, que, de acordo com este sistema, prevê o acionamento de meios num prazo até uma hora.

Perante este caso, o Ministério Público já abriu um inquérito.