Operação Teia: Ex-autarcas de Santo Tirso e Barcelos em silêncio no arranque do julgamento

| 15 de Setembro de 2026 às 19:47
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Operação Teia: Ex-autarcas de Santo Tirso e Barcelos em silêncio no arranque do julgamento

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Em causa estão crimes de prevaricação, corrupção ativa e passiva agravada, participação económica em negócio e peculato.

Sete anos após a Operação Teia e quatro anos depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público, esta terça-feira arrancou o julgamento que senta no banco dos réus Joaquim Couto, ex-presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, e Miguel Costa Gomes, antigo autarca do município de Barcelos. No total são nove os arguidos, entre eles quatro empresas de comunicação e marketing.

Na primeira sessão de julgamento, no Tribunal de São João Novo, esta terça-feira, todos ficaram em silêncio. Ainda assim, antes de entrar na sala de audiência, Laranja Pontes, ex-presidente do IPO do Porto, e um dos visados no processo, afirmou que a acusação não tem fundamento. O antigo dirigente considera ainda que vai ser inocentado.

Perante o silêncio dos arguidos, nesta primeira sessão, começaram a ser ouvidas as declarações prestadas por Miguel Costa Gomes em sede de primeiro interrogatório judicial. O autarca, eleito em 2009, negou ter uma relação próxima com Manuela Sousa, ex-mulher de Joaquim Couto e também arguida no processo, e garantiu que só conheceu a consultora de comunicação em 2011.

Explicou também que quem tratava da contratação pública, até 2016, era o seu vice-presidente, Domingos Pereira, que também está a ser julgado neste processo.

No depoimento prestado em 2019, o antigo presidente do município foi ainda confrontado com escutas telefónicas onde alegadamente terá pedido favores políticos a Manuela Sousa e Joaquim Couto. O arguido, à data, negou qualquer troca de favores.

Em causa estão crimes de prevaricação, corrupção ativa e passiva agravada, participação económica em negócio e peculato.