"Parecia um cenário de guerra": Cinco arguidos acusados de maus-tratos a animais julgados no Tribunal de Matosinhos

Fernando Coelho | 12 de Maio de 2026 às 23:36
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"Parecia um cenário de guerra": Cinco arguidos acusados de maus-tratos a animais julgados no Tribunal de Matosinhos

Processo investiga a morte de 93 animais durante os incêndios de Santo Tirso, em 2020. Nesta sessão, as testemunhas confirmaram que os animais se encontravam num estado deblitado durante as tentativas de resgate.

"Parecia um cenário de guerra" foram as palavras de uma das testemunhas deste processo, que estava a tentar prestar auxilio aos animais que estavam no canil, sendo que 93 morreram durante os incêndios que chegaram à Serra da agrela, em Santo Tirso.

Cinco arguidos respondem em tribunal por mais de 200 crimes, entre maus-tratos a animais de companhia, abandono e abuso de poder.

Inês Sousa Real, porta-voz do PAN, tem acompanhado o julgamento e pede uma legislação que apoie os direitos dos animais.

Em causa estão dois abrigos ilegais atingidos pelas chamas em julho de 2020. Muitos dos animais morreram fechados nos canis, sem conseguirem escapar ao fogo.

Duas testemunhas alegam que a GNR não deixou que os populares interviessem por se tratar de propriedade privada.

Já tinham sido feitas inspeções nos canis, onde tinha sido comprovada a falta de condições de alguns animais. A situação gera revolta e a líder do PAN falou ainda em falhas graves das autoridades.

Os animais que sobreviveram apresentavam sinais de subnutrição, desidratação, anemia e magreza extrema, sintomas que, segundo o processo, não estavam relacionados com o incêndio.

Respondem por este crime uma proprietária do canil "Cantinho das 4 Patas" e a filha, que também geria o espaço, bem como a proprietária de outro canil, "O abrigo de Paredes", um veterinário municipal e ainda a coordenadora da Proteção Civil de Santo Tirso.

O julgamento prossegue no Tribunal de Matosinhos para audição de mais testemunhas.