Português acusado de espiar para a Rússia terá furtado computadores a militares da NATO

| 19 de Fevereiro de 2026 às 18:54
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Português acusado de espiar

O jovem de 22 anos está agora em prisão preventiva.

Trata-se de uma história verdadeiramente digna de filme. Envolve elementos da NATO, diplomatas russos, identidades falsas, uma loja de informática no metro de Lisboa, dinheiro em numerário e até um uma pen entregue à porta de uma embaixada. Tudo isto terminou na detenção de um jovem de 22 anos por suspeitas de espionagem em prol da Rússia.

Miguel Henriques terá roubado um computador a um militar sueco da NATO, hospedado num hotel na Costa de Caparica. Depois de apresentada a queixa, a GNR passou o caso à Polícia Judiciária (PJ) e percebeu-se que Miguel Rodrigues tinha utilizado um nome falso para reservar um quarto no mesmo hotel dos militares da NATO e uma chave mestra de uma empregada para entrar no quarto pretendido.

Com Miguel Rodrigues identificado e abordado pela PJ, o suspeito aceitou colaborar com a investigação. No entanto, em vez de seguir o percurso combinado com as autoridades do hotel da Costa da Caparica até ao local de contacto, o rapaz decidiu sair do TVDE que o transportava e fugiu para o metro de Lisboa. Saindo na estação da Alameda, Miguel Rodrigues entrou numa loja de informática, onde recolheu os aparelhos informáticos e ainda uma pen.

O proprietário da loja negou ter feito cópia do conteúdo dos computadores. Mais tarde, o jovem espião foi localizado e fotografado junto à embaixada da Federação da Rússia. Os inspetores registaram o momento em que o rapaz se dirige a uma viatura com matrícula do corpo diplomático russo e entrega a pen. Aos seguranças da embaixada disse tinha o telemóvel sob escuta e que estava a ser vigiado pela PJ.

A PJ e o Ministério Público decidiram nesta altura colocar um ponto final na "ação encoberta" e deter o jovem. Miguel Henriques está acusado de crimes de tentativa de espionagem e violação do segredo de estado na forma tentada.

Os crimes não são efetivos porque as autoridades não têm forma de saber qual o conteúdo da pen entregue a responsáveis russos.