Redes de imigração ilegal usam Portugal como ponto de entrada
Houve mais apreensões de documentos falsos no ano passado. PSP diz que aumento de casos detetados se deve à maior eficácia desta força de segurança nas fronteiras.
O combate à imigração ilegal tem sido constantemente uma das prioridades das autoridades nacionais. Em causa está a vigilância das fronteiras portuguesas. O combate às redes organizadas de auxílio à imigração ilegal é um dos objetivos.
Os dados do Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 revelam que no ano passado foram detetados 627 documentos fraudulentos nas fronteiras portuguesas, ou seja, um valor superior aos registados desde 2023.
A documentação falsa é um dado que pode indicar que as redes de imigração ilegal estão a usar Portugal como ponto de entrada e trânsito para outros países europeus, mas também pode revelar que o aumento de documentos falsos apreendidos se deve à maior eficácia das forças de segurança nas fronteiras.
Os dados do Relatório Anual de Segurança Interna mais recente, segundo o "Jornal de Notícias", também indicam que entre os casos detetados destacam-se documentos provenientes da Albânia, Geórgia e Irão.
As redes de imigração ilegal continuam a adaptar rotas e explorar fragilidades para contornar os sistemas de controlo de fronteiras. Por outras palavras, os esquemas fraudulentos estão mais sofisticados.
Este grupos continuam a fornecer dados falsos que facilitam a entrada de imigrantes. Mesmo assim as autoridades, têm conseguido detetar mais situações.
Desde que a PSP assumiu o controlo das fronteiras aéreas em 2023, depois da extinção do serviço de estrangeiros e fronteiras, houve uma maior deteção de fraudes documentais.
Quando são detectados documentos falsos, o viajante é impedido de entrar no país e os documentos são apreendidos. Neste caso é também aplicada uma proibição de entrada no espaço europeu que varia entre os dois e os cinco anos.