Elevador da Glória
AMT desistiu de elaborar relatório sobre acidente que fez 16 vítimas mortais.
Foi um dos acidentes mais graves da história recente de Portugal. a queda do elevador da Glória, em Lisboa, vitimou 16 pessoas e levantou questões sobre a manutenção de todas as estruturas na cidade.
Surgiram muitas questões, com poucas respostas e vários relatórios que procuraram descobrir aquilo que tinha acontecido ao elevador e quem teria sido responsável.
A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) não foi exceção e logo a seguir ao acidente anunciou a publicação de um relatório, mas o documento nunca chegou a ser elaborado.
Aliás, sabe-se agora que este relatório nunca vai ser publicado, porque a AMT desistiu simplesmente de a elaborar. De acordo com o jornal "Público", esta entidade reguladora afirma ter ficado "esclarecida" sobre as causas da tragédia que vitimou 16 pessoas e feriu outras 22, através das conclusões do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Ferroviários. Por isso, nunca chegou ser a começar a análise ao acidente.
Um relatório preliminar divulgado em outubro passado detetou problemas num cabo, na manutenção e apontou falhas graves à Carris. Esta conclusão culminou mesmo na demissão do presidente da empresa, Pedro de Brito Bogas.
Por questões de segurança, vários dos elevadores da cidade continuam fechados até que seja garantida a qualidade da manutenção e as condições de segurança.