Serviços mínimos
A greve vai ser acompanhada de várias ações promovidas pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).
Crianças sem aulas, consultas e cirurgias desmarcadas e perturbações nos transportes são os principais impactos da greve geral desta quinta-feira. Apesar da paralisação, há setores que vão contar com serviços mínimos.
A circulação de comboios de longo curso não vai existir. A Carris vai operar apenas doze linhas, enquanto o Metropolitano de Lisboa vai estar totalmente encerrado.
Na Transtejo/Soflusa serão realizadas 25% das carreiras nos períodos entre as 06h00 e as 09h30 e 18h30 às 20h00. No Metro do Porto, não haverá serviços na quinta-feira em várias linhas e, nesta quarta-feira, as últimas partidas serão entre as 22h00 e as 23h00.
Já as companhias aéreas TAP, Easyjet e SATA só vão garantir algumas rotas, maioritariamente dentro da União Europeia. A Azores Airlines vai garantir nove voos, incluindo ligações inter-ilhas para Ponta Delgada, Flores, Terceira e São Jorge.
Na saúde, estão garantidos os serviços de urgência bem como tratamentos de quimioterapia, radioterapia e medicina nuclear. Estão igualmente assegurados os internamentos, cuidados paliativos e mudanças de pensos. O INEM vai continuar operacional.
No setor da educação pode haver um fecho das escolas na quinta-feira e sexta-feira. Os sindicatos da função pública convocaram ainda uma nova paralisação para o dia seguinte à greve geral, na sexta-feira.
A greve vai ser acompanhada de várias ações promovidas pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).
A greve geral foi convocada pela CGTP e União Geral de Trabalhadores (UGT) em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral do governo.
Esta é a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da Troika.