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Paulo de Morais alertou também para o facto de que "a falta de manutenção é um problema crónico em Portugal" e rejeitou as justificações associadas à falta de certidões de óbito.
Paulo de Morais, presidente da Associação Frente Cívica, e o jurista Rogério Jóia analisaram no NOW o atraso no pagamento das indemnizações às vítimas do acidente no elevador da Glória. Quase um ano após a tragédia ocorrida em Lisboa, apenas três processos foram concluídos, mantendo-se 37 situações pendentes.
Durante a sua intervenção, Paulo de Morais classificou o atraso como "completamente inaceitável", sublinhando que a situação gera "um misto entre tristeza profunda e revolta".
O presidente da Frente Cívica responsabilizou diretamente a Câmara Municipal de Lisboa, acusando a gestão de demonstrar "desprezo pelos cidadãos" e de praticar "uma crueldade atroz" ao abandonar famílias que perderam os seus entes queridos.
Paulo de Morais alertou também para o facto de que "a falta de manutenção é um problema crónico em Portugal" e rejeitou as justificações associadas à falta de certidões de óbito.
Por sua vez, Rogério Jóia defendeu que o processo "já devia estar resolvido há muito tempo", alertando para o impacto reputacional e económico no turismo. O professor universitário considerou a tese da falta de documentos "um falso problema", apelando à autarquia e à Carris para resolverem a situação com urgência.