Outeiro do Linho
Habitantes dos quatro blocos, que a Câmara quer demolir, não têm de ir viver para contentores.
Os moradores do bairro Outeiro do Linho, em Valongo, tinham de deixar as suas casas até esta sexta-feira, dia 15 de maio, mas a providência cautelar intentada foi deferida pelo tribunal e os moradores dos quatro blocos habitacionais vão, afinal, ficar nas suas casas. Estão, por isso, muito satisfeitos.
Sidónio Abreu tem 84 anos e mora no bairro social há 59 anos. Foi ali que criou os quatro filhos e é ali que é visitado pelos seis netos e os quatro bisnetos.
Também António Barbosa de 79 anos vive num dos blocos que seria demolido. Vive com a mulher e diz que a casa está em perfeitas condições, apesar de um dos pressupostos da Câmara para a demolição dos edifícios seja o facto de estarem a ruir e não terem condições de habitabilidade.
Desta forma, os moradores já não têm de ir viver para contentores, onde estava previsto terem de ficar num período mínimo de um ano. Este caso foi conhecido após ser denunciado pelo "Doa a Quem Doer", da CMTV.
A maioria dos moradores do bairro tem mais de 80 anos e problemas de mobilidade e doenças associadas. A Câmara queria expulsa-los das casas onde alguns vivem há mais de seis décadas para demolir o bairro e construir um novo, com mais casas, para mais pessoas viverem.