'Vítor do Ouro' em prisão preventiva por tráfico de droga
Mais três detidos vão aguardar julgamento na cadeia. Rede de tráfico operava em Guimarães, Fafe e Felgueiras.
'Vítor do Ouro' chegou ao Tribunal de Guimarães visivelmente debilitado, acompanhado por três inspetores da Polícia Judiciária de Braga. Foi operado há pouco mais de uma semana e precisa de cuidados médicos, ao contrário dos restantes detidos na mesma operação da Polícia Judiciária de Braga, Vítor Cardoso não levava algemas, entrou calmamente e, depois de ter sido identificado, a juiz de instrução autorizou que recolhesse de novo às celas da PJ, ainda antes de ouvir as medidas de coação.
Vítor do Ouro, o barão da droga do Porto, já com longo cadastro por tráfico de droga e que estava ainda em liberdade condicional, está indiciado como reincidente, por crimes de tráfico de droga agravado e associação criminosa.
O café que explorava, na Rua Escura, no centro do Porto, era o centro de distribuição de droga de Vítor Cardoso.
Em abril do ano passado, em menos de duas semanas, o cadastrado entregou mais de três quilos e meio de cocaína ao cabecilha de um grupo de traficantes da zona do Vale do Ave, que estava a ser investigado. Vítor do Ouro foi detido esta semana pela Polícia Judiciária de Braga, numa operação que levou à detenção de outros seis traficantes.
A rede alimentada por Vítor Cardoso e que abastecia os mercados de Guimarães, Fafe e Felgueiras, era bastante extensa. O grupo era encabeçado por um traficante de Fafe, que comprava o produto e tratava da sua distribuição e comercialização. Por três vezes, entre os dias 11 e 22 de abril do ano passado, o traficante recolheu, no café de Vítor Cardoso, placas com um quilo de cocaína. Cada uma custou 17.500 euros. Os pagamentos eram feitos na hora, em mão, diretamente a Vítor do Ouro ou a um colaborador.
O cabecilha foi preso em maio do ano passado, pela PJ de Braga, que lhe seguia os passos há largos meses. Ficou em prisão preventiva, na cadeia de Braga. Mas não parou de traficar. Dava ordens à mulher e passou a vender droga dentro da própria cadeia. A mulher e mais dois colaboradores foram detidos e estão os quatro em prisão preventiva.