11 grupos de extrema-direita são vigiados em Portugal

| 20 de Junho de 2025 às 16:47
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Extrema-direita

O número de organizações radicais multiplicou-se desde 2020.


Na pandemia, negacionistas, conservacionistas e ativistas anti-imigração encontram nas redes sociais, assim como em canais de comunicação encriptados, o espaço ideal para propagarem ideias extremistas.

Contudo, o serviço de informações de segurança e a polícia judiciária estão atentas. Mais de uma dezena de grupos de extrema-direita estão a ser vigiados em Portugal.

O caso mais recente remete-nos à operação Desarme da PJ. Seis membros da organização Armilar Lusitano foram detidos e foram apreendidas uma série de armas legais e ilegais.

Segundo o jornal Sol, o movimento foi criado em 2018. Os membros fundadores foram Bruno Carrilho, um motorista de pesados, Bruno Gonçalves, agente da PSP e Tatiana Lages, segurança privada. Tinham como objetivo criar um movimento político apoiado numa milícia armada. De acordo com o Ministério Público, o movimento é um movimento nacionalista extremista dedicado a uma propaganda anti-imigração.

Olhemos agora para outros casos. O grupo 1143 é um dos mais conhecidos, tem origem numa fação da claque do Sporting, a juventude leonina. É liderado pelo neonazi Mário Machado. O nome do grupo é uma referência ao ano da assinatura do tratado de Zamora. Têm marcado presença em manifestações onde tem escalado a violência.

O Habeas Corpus foi fundado pelo ex-juiz Rui Fonseca e Castro, que foi expulso da magistratura em 2021. Têm se destacado pela disseminação de teorias de conspiração e ações contra imigrantes. No canal Telegram estão mais de nove mil membros.

Outro caso é a associação cultural Portugueses Primeiro. Terá sido este grupo a organizar o almoço que culminou na agressão do ator Adérito Lopes. Foi criado em 2015 e reúne elementos de várias origens. O seu elemento mais importante será João Martins, condenado a 17 anos pelo homicídio de Alcindo Monteiro.

Já o Reconquista, ganhou notoriedade nos últimos tempos graças ao seu presidente, Afonso Gonçalves. O jovem tem organizado manifestações em locais com forte presença de imigrantes. Foi fundado em 2023 e apresenta-se como um movimento político apartidário. Já perturbaram um evento LGBTQ mais e desde então discursam abertamente contra a imigração e homossexualidade.

Há mais casos, como é o exemplo do Escudo Identitário, onde se definem como patriotas apartidários. Os elementos acreditam na teoria da grande substituição. Já o Active Clube Portugal, é uma rede internacional de supremacistas brancos que enfatizam os treinos de combate de artes marciais mistas.

Já o clube Étnico Portuguez é também um grupo nacionalista e exclusivo para homens, de preferência atletas. Dizem só aceitar homens por nos descobrimentos não haver mulheres a bordo das naus e caravanas.

Outro caso é o Blood Honour Portugal, que promove concertos em Portugal. Em alguns países, estão identificados como terroristas.

Portugal Hammerskinks é talvez o mais conhecido grupo neonazi português. Defende a supremacia branca e a expulsão dos demais do nosso país. Foi criado por Mário Machado em 2002 e já foi alvo de duas operações da PJ.

É um fenómeno que parece estar a crescer no nosso país. Os números não enganam e desde 2020 o número de organizações radicais em Portugal multiplicou.