Fafe
O Ministério Público e a PJ de Braga estão a investigar.
O Lar da Criança, em Revelhe, acolhia 19 crianças e jovens, dos oito aos 19 anos. Todos foram retirados daquela instituição pela segurança social, ao início da manhã desta quarta-feira.
Em causa as já conhecidas más condições das instalações, mas também a denúncia de abusos sexuais a pelo menos dois utentes, um com 15 ou 16 anos, outro já maior de idade.
Denúncias de crimes sexuais que levaram à intervenção da polícia judiciária de Braga.
O padre José Carlos Pereira, o pároco de Revelhe, que preside à direção do lar, mantém-se em silêncio. Mostrou-se apenas surpreendido e diz que ainda ninguém indicou o motivo para a retirada dos menores.
Igual surpresa refere a arquidiocese de Braga, que indicou ao Correio da Manhã que na comissão de proteção de menores e adultos vulneráveis não há qualquer queixa sobre o padre que lidera aquele lar de acolhimento de jovens em risco.
A segurança social refere que a fiscalização decorreu com tranquilidade, com foco na garantia do superior interesse dos jovens acolhidos.
Acrescenta que 15 das crianças e jovens foram recolocados em cinco outras instituições e mais tarde serão transferidos as restantes quatros crianças e jovens que estão de férias.
A junta de freguesia de Revelhe lamenta o sucedido. Os funcionários do lar da criança estão, pelo menos para já, em silêncio. O Ministério Público está a investigar.