2025 é já o pior ano da década em termos de área ardida
O incêndio que começou na aldeia do Piódão, em Arganil, e que já se espalhou por vários concelhos, deverá ser o maior de sempre em Portugal continental.
2025 é já o pior ano da década em termos de área ardida. O incêndio na aldeia do Piódão, em Arganil, está há oito dias a consumir uma extensa mancha de floresta. Começou no dia 13 de agosto após uma trovoada seca e já atravessou sete concelhos.
Até agora já foram consumidos mais de 47 mil hectares neste grande incêndio. De acordo com alguns especialistas, poderá ser mesmo o maior incêndio de sempre em Portugal.
Este foco espalhou-se de forma muito rápida logo nas primeiras horas, num território complexo, por causa dos acessos e da orografia. Foi uma espécie de tempestade de chamas que se espalhou lentamente em todas as direções.
De acordo com dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, até agora já arderam mais de 225 mil hectares de floresta. Este ano pode ficar na história como o pior da última década.
Apesar de ter sido o quinto ano com menor número de incêndios, é aquele que apresenta a área ardida total mais elevada. Os fogos de Trancoso e Arganil são dois dos três maiores incêndios de sempre em Portugal.
Ouvido pelo jornal de notícias, o presidente da Liga dos Bombeiros adianta que tem havido uma falha na política de resolução dos fogos de forma integrada, principalmente porque nos últimos sete a oito anos, o mundo mudou por causa das alterações climáticas.
Com rajadas de vento na ordem dos 80 quilómetros por hora, as chamas continuam a serpentar inúmeras aldeias dos concelhos do Fundão, Castelo Branco, Covilhã e da Pampilhosa da Serra. É assim há já oito dias, com várias frentes de fogo ainda ativas.