3 militantes do Chega entre os detidos por ódio a imigrantes da Operação Irmandade

| 21 de Janeiro de 2026 às 14:27
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Operação Irmandade

Os suspeitos estão indiciados pelos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência em episódios contra estrangeiros. Há ainda um quarto militante do Chega, citado no processo, mas não foi detido.


Rui Roque, líder do núcleo 1143 em Faro, João Peixoto Branco e Rita Castro são os militantes do Chega que foram detidos na sequência da Operação Irmandade desmantelada pela PJ.

Rui Roque ficou conhecido no Chega por apresentar, no congresso de Évora, em 2020, uma moção para retirar os ovários às mulheres que abortam. 

No Facebook ficaram registados 59 votos a favor e 240 contra.

Rui Roque começou o percurso político nos extremistas do Partido Nacional Renovador em 2014. Agora, no Chega, tem liderado algumas manifestações de extrema-direita, nomeadamente, contra a imigração.

O detido, numa publicação feita no Facebook, admitiu apoiar André Ventura na segunda volta das presidenciais.

João Peixoto Branco, de 37 anos, é outros dos detidos militante do Chega. 

É membro da concelhia Vimarenense do Chega e foi candidato à junta de freguesia de Selho São Lourenço e Gominhães, em 2021.

É também conhecido por episódios de violência em manifestações do 1143 e em junho, segundo foi possível apurar, agrediu um ativista antifascisa em Guimarães.

João Peixoto e Rita Castro têm uma relação. Esta mulher é outra das militantes do Chega que está entre os detidos da Operação Irmandade.

Rita Castro, de 29 anos, foi a segunda da lista do Chega à câmara de Guimarães, em 2021.

Publicou uma fotografia no Facebook com João Peixoto Branco e dois amigos onde a descrição da foto coincide com o nome da operação da PJ. 

Há ainda um quarto militante do Chega citado no processo, mas não foi detido. É Tirso Faria, líder do núcleo de Santo Tirso do grupo extremista 1143.