500 meninas retiradas de Ceuta: «Estão expostas a um grande número de homens»

| 20 de Agosto de 2026 às 20:26
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Carolina de Freitas Nunes defendeu a «necessidade urgente de colocarem-nas com famílias de acolhimento», referindo que essa medida é essencial para «proteger não só as principais vítimas que são elas, mas principalmente a sociedade».

A psicóloga Carolina de Freitas Nunes abordou esta quinta-feira no NOW a situação de vulnerabilidade em que se encontram crianças e raparigas menores em campos de refugiados, sublinhando a urgência de integração em famílias de acolhimento.  

A especialista destacou que «as pessoas mais expostas a este tipo de vulnerabilidade» enfrentam cenários de sobrelotação e presença de muitos homens, o que potencia a ocorrência de crimes.  

Carolina de Freitas Nunes defendeu a «necessidade urgente de colocarem-nas com famílias de acolhimento», referindo que essa medida é essencial para «proteger não só as principais vítimas que são elas, mas principalmente a sociedade».  

Relativamente aos processos de acolhimento e legalização, notou que «não há situações iguais» e reforçou a importância de não separar irmãos, apontando que «do ponto de vista psicológico, é muito mais fácil a reinserção das crianças na sociedade quando estão acompanhadas por alguém de referência».  

Além disso, a psicóloga enfatizou a relevância do acompanhamento escolar e médico para restituir a «normalidade» e a «confiança» ao desenvolvimento das crianças acolhidas.