Língua azul
O surto agravou-se desde setembro e as autoridades de saúde e os criadores de gado estão bastante preocupados.
A língua azul já vitimou cerca de 40 mil animais em Portugal. Esta doença já foi detetada em todos os distritos do país, numa altura em que os Açores e a Madeira continuam sem registar qualquer caso.
Segundo a confederação dos agricultores em Portugal, os prejuízos já rondam os seis milhões de euros.
Chama-se febre catarral ovina, conhecida como língua azul, é uma doença viral infeciosa, mas não contagiosa. Afeta todas as espécies de ruminantes, mas afeta severamente os ovinos e cervídeos, família dos veados e alces.
É uma doença que também não é transmissível aos seres humanos.
Verifica-se em zonas tropicais, subtropicais e de clima temperado.
Segundo a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, os principais sintomas são, por exemplo, febre, úlceras e erosões, pequenas hemorragias, aborto ou anomalias no feto e perda acentuada do peso. O serviço explicou que em caso de suspeita, deve ser notificado imediatamente.
Os animais suspeitos devem ser isolados e devem realizar-se colheitas de sangue. É aconselhada a aplicação de inseticidas autorizados nos animais, nas instalações e nas imediações das explorações de gado.
É a nova estirpe do vírus que foi detetada em setembro que tem agravado este surto.
A vacinação é obrigatória contra as primeiras estirpes a partir dos três meses de idade nos ovinos e dois meses de idade nos bovinos. Para esta nova estirpe, a vacinação ainda não é obrigatória.
No entanto, o ministro da Agricultura já afirmou que a vacina ainda não está autorizada em termos comerciais pela autoridade europeia do medicamento, mas que, no entanto, já pode ser administrada desde 23 de setembro, devido a uma autorização temporária do Governo.