Presidenciais de 2026
O Presidente do Chega já confirmou a candidatura, assim como a líder parlamentar da Iniciativa Liberal. Luís Marques Mendes, antigo dirigente do PSD, deve formalizar a candidatura esta quinta-feira. Espera-se ainda a decisão do PS entre António José Seguro e António Vitorino e a confirmação do independente Gouveia e Melo.
Será no próximo dia 25 de janeiro que os portugueses vão ser chamados de volta às urnas para escolher o próximo Presidente da República.
A data foi avançada por Marcelo Rebelo de Sousa na passada sexta-feira, em Portalegre. "Eu tenho um voto, exercerei o meu voto daqui por menos de um ano, no dia 25 de janeiro”, disse.
Vai ser a décima primeira vez que os portugueses vão escolher o Presidente da República, em eleições que devem ir à segunda volta.
Estando o dia do voto marcado para 25 de janeiro, a eventual segunda volta deverá acontecer três semanas depois, a 15 de fevereiro.
Menos de um mês depois, a 9 de março, Marcelo Rebelo de Sousa termina o segundo e último mandato como Presidente da República e o novo chefe de estado de Portugal toma posse.
O primeiro a anunciar a candidatura foi o Presidente do Chega, André Ventura, afirmando que representa o espaço da direita anticorrupção e anti-imigração, sem confusão com os políticos que toda a vida defenderam o contrário.
Seguiu-se Mariana Leitão, líder parlamentar da Iniciativa Liberal. O nome foi conhecido este fim de semana no final da convenção do partido. A liberal diz representar uma candidatura de um Portugal ambicioso, da liberdade contra o medo, otimismo e esperança.
Esta quinta-feira, espera-se que o antigo dirigente do PSD, Luís Marques Mendes oficialize também a candidatura, em Fafe, Braga.
Após mais de uma década, o social democrata despediu-se do lugar de comentador na SIC, afirmando que vai ser um candidato que terá como causas a ambição, estabilidade e ética.
Henrique Gouveia e Melo também ainda não confirmou a candidatura presidencial, mas as sondagens continuam a apontar o militar como o preferido dos portugueses. No próximo sábado, dia 7, vai ser o orador principal num jantar no Funchal, na Madeira. Figuras como o Presidente da Assembleia Regional da Madeira e o líder do CDS no arquipélago também vão marcar presença.
Já o PS divide-se entre dois candidatos: António José Seguro, ex-ministro Adjunto do primeiro-ministro de Portugal, e António Vitorino, antigo Comissário Europeu para a Justiça e Assuntos Internos.
No próximo domingo, dia 8, o PS reúne a comissão nacional para analisar o dossier. Nas últimas duas eleições presidenciais, em 2016 e 2020, o partido não apoiou formalmente nenhum candidato.
O coordenador nacional do STOP, o Sindicato para Todos os Profissionais da Educação, também anunciou a intenção de se candidatar. André Pestana falou numa candidatura independente e a favor dos trabalhadores sob o mote "é hora de abrir a pestana".
Joana Amaral Dias conta com o apoio da Alternativa Democrática Nacional, mas ainda não anunciou se vai de facto apresentar a candidatura.