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O artista considerou que “vivemos esta altura em que a palavra se tornou uma arma terrível".
Autor de algumas das mais bonitas canções da música portuguesa nas últimas três décadas e meia, Pedro Abrunhosa é uma das maiores figuras do panorama cultural do País. Em ano de novo álbum, chamado " Inverbo", Pedro Abrunhosa fala com Germano Almeida sobre a guerra e a necessidade de Paz.
O artista considerou que “vivemos esta altura em que a palavra se tornou uma arma terrível".
“Curiosamente, a palavra que mente é uma palavra que circula mais velozmente, porque é mais apetitosa para as redes sociais, porque cavalga mais rápido o algoritmo”, explicou.
Pedro Abrunhosa lembrou que, quando a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, Vladimir Putin “nunca usa a palavra guerra. É uma operação especial”.
“Essa recusa de afirmar que aquilo que se passa é uma guerra é também a recusa que Israel faz, neste momento, com o genocídio em Gaza”, acrescentou.
O cantor defendeu que “as palavras continuam a ter uma força determinante no discurso político” e que “o silêncio é uma palavra de tolerância”, salientando o silêncio em alguns setores da sociedade em relação à invasão da Ucrânia e ao genocídio em Gaza.