“A palavra que mente circula mais velozmente porque é mais apetitosa para as redes sociais”, diz Pedro Abrunhosa

| 01 de Setembro de 2026 às 23:04
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O artista considerou que “vivemos esta altura em que a palavra se tornou uma arma terrível".

Autor de algumas das mais bonitas canções da música portuguesa nas últimas três décadas e meia, Pedro Abrunhosa é uma das maiores figuras do panorama cultural do País. Em ano de novo álbum, chamado " Inverbo", Pedro Abrunhosa fala com Germano Almeida sobre a guerra e a necessidade de Paz. 

O artista considerou que “vivemos esta altura em que a palavra se tornou uma arma terrível". 

“Curiosamente, a palavra que mente é uma palavra que circula mais velozmente, porque é mais apetitosa para as redes sociais, porque cavalga mais rápido o algoritmo”, explicou. 

Pedro Abrunhosa lembrou que, quando a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, Vladimir Putin “nunca usa a palavra guerra. É uma operação especial”. 

“Essa recusa de afirmar que aquilo que se passa é uma guerra é também a recusa que Israel faz, neste momento, com o genocídio em Gaza”, acrescentou. 

O cantor defendeu que “as palavras continuam a ter uma força determinante no discurso político” e que “o silêncio é uma palavra de tolerância”, salientando o silêncio em alguns setores da sociedade em relação à invasão da Ucrânia e ao genocídio em Gaza.