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"A diplomacia europeia teve um sucesso porque conseguiu evitar divergências", afirmou.
O antigo ministro da Defesa e da Administração Interna, Nuno Severiano Teixeira, analisou no NOW os recentes desenvolvimentos da política internacional, com destaque para o Conselho Europeu, a Cimeira do G7 e o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão.
Sobre o conflito no leste da Europa, o ex-governante referiu que "a Ucrânia continuará a ser uma prioridade para a União Europeia, porque na Ucrânia se jogam os valores e os interesses" do bloco.
Relativamente à Cimeira do G7, Nuno Severiano Teixeira considerou que a diplomacia europeia obteve um sucesso tático ao conseguir lidar com o presidente norte-americano, Donald Trump, adotando uma linguagem estratégica e evitando temas fraturantes.
"A diplomacia europeia teve um sucesso porque conseguiu evitar divergências", afirmou.
No que diz respeito ao memorando de entendimento assinado entre Donald Trump e o presidente do Irão, o especialista notou a fragilidade do acordo político, mas reconheceu a sua importância para travar a violência. Ao avaliar os resultados deste entendimento, Nuno Severiano Teixeira declarou: "o vencedor maior, na minha maneira de ver, é o Irão".
O antigo ministro explicou que o regime iraniano garantiu a sua sobrevivência política e ganhos económicos significativos, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, surge como o grande derrotado por não ter conseguido a mudança de regime em Teerão.