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Ações do BCP atingem pela primeira vez em 11 anos fasquia de um euro por ação

Jornal de Negócios | 18 de Junho de 2026 às 16:17
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Ações do BCP atingem pela primeira vez em 11 anos fasquia de um euro por ação

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O BCP mudou muito ao longo destes 11 anos e, com a chegada desta quarta-feira a um euro por ação, deixa assim de ser uma "penny stock".

A história do BCP em bolsa, que começou em setembro de 1987, tem sido de altos e baixos. Foi a 23 de julho de 2015 a última vez que as ações negociaram a mais de um euro por ação. Nessa altura a bolsa perdia cotadas e investidores devido ao efeito da PT e do BES.  

Mais de uma década depois, a tendência de decréscimo do número de cotadas mantém-se e só resiste um banco.  

O BCP mudou muito ao longo destes 11 anos e, com a chegada desta quarta-feira a um euro por ação, deixa assim de ser uma "penny stock".  

Em reação, o CEO Miguel Maya diz que "o patamar é meramente simbólico e tem o significado que cada pessoa lhe quiser atribuir”. Garante, no entanto, que “a valorização dos últimos anos expressa muito trabalho”.  

Desde que o Banco Central Europeu voltou a subir juros, na passada quinta-feira, que o BCP tem registado ganhos consecutivos e que permitiram mesmo levar a capitalização bolsista ao 15 mil milhões de euros.  

Também o sentimento positivo que inundou o mercado graças ao acordo de paz no Médio Oriente terá ajudado.  

A avaliação atual aproxima-se assim do máximo histórico nos 15,2 mil milhões de euros que foram atingidos antes da crise financeira, em 2007.  

Não há dúvidas nos mercados de que este é um marco simbólico, mas os analistas dividem-se entre as implicações práticas que poderá ter. Vários acreditam que ainda há potencial de valorização, embora seja curto.  

O futuro vai depender, entre outros fatores, da evolução da economia nacional. O banco continua a prever crescimento dos lucros a dois dígitos até 2028. Objetivos que também alimentam o otimismo dos analistas.