Acordo de paz para a Ucrânia: «Todas as partes dizem que estamos mais próximos»

Rita Carmona Direito | 16 de Dezembro de 2025 às 00:20
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Luís Tomé

O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz.

O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira, da autoria de Germano Almeida. "Que Donbass falta decidir?" foi a questão de partida desta edição.

Luís Tomé começou por dizer que, no que diz respeito às negociações de um acordo de paz para a Ucrânia, "todas as partes dizem que estamos mais próximos, que as conversas têm sido profícuas".

Ainda assim, relembra que Zelensky sempre falou em três tipos de documentos e que há grandes questões que ainda estão em aberto.

"A primeira é as questões territoriais. Zelensky não pode constitucionalmente e não quer sobretudo ceder a parte do Donbass que os ucranianos ainda controlam. Portanto, do ponto de vista da Ucrânia, não faz nenhum sentido abdicar de território seu depois de quase quatro anos de agressão e isto permanece muito difícil de ultrapassar", afirmou. 

Luís Tomé referiu ainda que outra questão muito importante que ainda não estava esclarecida era a das garantias de segurança.