Acusação de assédio a Cotrim de Figueiredo: BE diz que alegada vítima deve ser respeitada e IL defende que este «não é o momento certo»

| 13 de Janeiro de 2026 às 19:13
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Frente a Frente

Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram Frente a Frente no NOW esta terça-feira.

Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram Frente a Frente no NOW esta terça-feira e falaram sobre a acusação de assédio da ex-assessora do candidato a Presidente da República João Cotrim de Figueiredo.

"Qualquer assunto que tenha a ver com assédio sexual, ou até laboral ou moral, [ou que envolva] questões de violência doméstica, é um assunto sério, porque infelizmente ocorre com demasiada frequência em Portugal", começou por sublinhar Amorim Lopes.

De seguida, o deputado da Iniciativa Liberal sustentou que "este não será certamente nem o sítio nem o momento" para discutir o caso, uma vez que este tipo de situações deve ser resolvido em tribunal.

Neste sentido, Joana Mortágua recorda que não houve uma queixa formal apresentada pela alegada vítima. Houve, contudo, "uma partilha num grupo restrito que acabou por sair e por circular até chegar à comunicação social".

"Eu não faço comentário político em torno deste caso. (...) A vítima deve ser respeitada, claro, e o alegado agressor tem direito a defender-se", destacou a bloquista.

No entanto, Joana Mortágua deixa ainda claro que a vítima "tem direito a ser a alegada vítima, a ser respeitada e não insultada", uma vez que "a forma como alegadas vítimas são tratadas" em praça pública pode "dissuadir" outras vítimas a denunciar casos de assédio. 

Mário Amorim Lopes referiu ainda que este "não é o momento" adequado para, após quase quatro anos, falar sobre o caso. "Alegadamente, isto ocorreu em 2022. Agora, a três, quatro dias das eleições presidenciais, [a ex-assessora de Cotrim de Figueiredo] mistura e baralha aqui os temas".