Unidade Local de Saúde de Coimbra
No entanto, a Unidade Local de Saúde de Coimbra confirmou que não tem qualquer licenciatura em medicina reconhecida em Portugal e chamou a PSP, que o identificou.
A doente de 15 anos foi transportada para o serviço de urgência do hospital pediátrico de Coimbra no dia 30. Segundo uma nota da unidade local de saúde, terá viajado nessa madrugada de São Tomé e Príncipe para o aeroporto de Lisboa e foi transportada de ambulância para Coimbra.
Estava acompanhada pela mãe e por um falso médico, que se apresentou como “interno da especialidade de cirurgia cardiotorácica”. A unidade local de saúde confirmou que o homem em causa “não possui qualquer licenciatura em medicina reconhecida em Portugal”, nem é médico da especialidade que indicou.
Atendendo aos indícios de “reincidência na sua apresentação como médico na unidade local de saúde de Coimbra e de envolvimento num eventual esquema de mobilidade internacional irregular", foi chamada a PSP, que o identificou.
Por outro lado, a menor também não estava registada na plataforma de mobilidade referente a transferência internacional, como exigem os requisitos legais.
Apesar de não existir aprovação de transferência junto da Direção-Geral de Saúde, a unidade de saúde de Coimbra informou os serviços competentes do ministério e dada a sua situação clínica grave, a criança foi internada na companhia da mãe.
Nas redes sociais, o falso médico refere que sabia que o encaminhamento da menor “era ilegal”, mas diz tê-lo feito para que tivesse um tratamento mais especializado.
O caso, divulgado pelo jornal "As Beiras", remonta a junho quando a menor foi violada e agredida em São Tomé e Príncipe por assaltantes que lhe causaram lesões graves e a deixaram em coma.