Ainda não foram realizadas autópsias das duas mulheres mortas e enterradas por o ex-polícia francês

| 30 de Março de 2026 às 20:34
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Ainda não foram realizadas autópsias das duas mulheres mortas e enterradas por o ex-polícia francês

Os dois filhos deverão ser repatriados ainda esta semana, para França.

Os corpos foram levados para o Gabinete Médico-Legal do Hospital de Bragança, onde aguardam a realização da autópsia. Ao que apuramos, virá um médico legista da delegação norte do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, para ajudar na realização dos procedimentos.  

Embora a primeira tese das autoridades aponte para uma morte por asfixia, só a autópsia poderá revelar as reais causas da morte e se o homicida francês terá matado as duas mulheres ao mesmo tempo ou com um grande intervalo de tempo. 

O ex-polícia francês está preso na prisão da Guarda depois do Tribunal de Vila Nova de Foz Côa lhe ter decretado a medida de prisão preventiva. 

Os filhos do homem, de 13 anos e 18 meses, foram institucionalizadas e devem regressar a França ainda esta semana. Ao que tudo indica, ficarão ao cuidado da Segurança Social francesa até serem entregues às famílias. Com mães diferentes, os meios-irmãos ficarão separados. 

Entretanto, as famílias das vítimas terão pedido que o julgamento se realize em França para que não tenham de se deslocar até Portugal. No entanto, o mais provável é que o processo corra no Tribunal da Guarda ou de Bragança, local onde terão sido cometidos os crimes mais graves. Desta forma, o homicida poderá beneficiar de uma pena mais reduzida. 

Recorde-se que o homem raptou a ex-mulher, de 40 anos, mãe do filho mais velho, com a ajuda da atual namorada de 26 anos, e mãe da bebé de apenas 18 meses. Depois rumou a Portugal e matou as mulheres, ao que tudo indica, na zona de Bragança. Enterrou-as na serra da Nogueira e fugiu com os filhos. O mais velho assistiu a tudo. 

Foi detido numa operação de fiscalização na Mêda, na Guarda.