Ainda não foram realizadas autópsias das duas mulheres mortas e enterradas por o ex-polícia francês
Os dois filhos deverão ser repatriados ainda esta semana, para França.
Os corpos foram levados para o Gabinete Médico-Legal do Hospital de Bragança, onde aguardam a realização da autópsia. Ao que apuramos, virá um médico legista da delegação norte do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, para ajudar na realização dos procedimentos.
Embora a primeira tese das autoridades aponte para uma morte por asfixia, só a autópsia poderá revelar as reais causas da morte e se o homicida francês terá matado as duas mulheres ao mesmo tempo ou com um grande intervalo de tempo.
O ex-polícia francês está preso na prisão da Guarda depois do Tribunal de Vila Nova de Foz Côa lhe ter decretado a medida de prisão preventiva.
Os filhos do homem, de 13 anos e 18 meses, foram institucionalizadas e devem regressar a França ainda esta semana. Ao que tudo indica, ficarão ao cuidado da Segurança Social francesa até serem entregues às famílias. Com mães diferentes, os meios-irmãos ficarão separados.
Entretanto, as famílias das vítimas terão pedido que o julgamento se realize em França para que não tenham de se deslocar até Portugal. No entanto, o mais provável é que o processo corra no Tribunal da Guarda ou de Bragança, local onde terão sido cometidos os crimes mais graves. Desta forma, o homicida poderá beneficiar de uma pena mais reduzida.
Recorde-se que o homem raptou a ex-mulher, de 40 anos, mãe do filho mais velho, com a ajuda da atual namorada de 26 anos, e mãe da bebé de apenas 18 meses. Depois rumou a Portugal e matou as mulheres, ao que tudo indica, na zona de Bragança. Enterrou-as na serra da Nogueira e fugiu com os filhos. O mais velho assistiu a tudo.
Foi detido numa operação de fiscalização na Mêda, na Guarda.