Alemanha diz que conflito no Médio Oriente é uma “catástrofe para as economias globais”
O ministro da Defesa alemão realçou que “o encerramento do comércio de Ormuz tem um impacto para toda a região do Indo-Pacífico”.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, considerou que o conflito no Médio Oriente é uma “catástrofe para as economias globais”. Segundo o governante alemão, “após pouco mais de duas semanas, o encerramento do comércio de Ormuz tem um impacto para toda a região do Indo-Pacífico” e lembrou que o Japão “depende em mais de 90% das importações” através do estreito.
Durante uma visita de Estado à Austrália, o governante alemão garantiu que o país e os parceiros europeus não foram consultados antes do começo do conflito.
“Não é a nossa guerra e, portanto, não queremos ser arrastados para essa guerra. O que precisamos agora é de uma solução diplomática”, defendeu.
Recorde-se que o parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo mundial.
Os Estados Unidos enviaram um plano de paz com 15 pontos ao Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, que inclui medidas para desmantelar as capacidades nucleares do Irão, abrir o Estreito de Ormuz e limitar o programa de mísseis iraniano.
Em troca de todas estas imposições, o Irão pode beneficiar da revogação total das sanções impostas pela comunidade internacional e os Estados Unidos ajudariam o país a avançar com um programa nuclear civil, incluindo a produção de eletricidade.
No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano recusou esta quarta-feira negociar com os EUA por considerar que seria uma derrota para o país. Abbas Araqchi avisou que a República Islâmica prefere “continuar a resistir”.