Almirante Gouveia e Melo criticado nas redes sociais por alegadamente ter feito propaganda política através da Revista da Armada

Carlos Carvalhosa | 12 de Dezembro de 2024 às 11:16
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Almirante Gouveia e Melo

O almirante é um dos nomes principais apontados a Belém, mas até sair das forças armadas, o próprio já disse que não se vai manifestar.


Depois de ter comunicado a indisponibilidade para continuar como chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo quer descobrir outros mares.

Na edição numero 601 da revista da marinha portuguesa, referente ao mês de dezembro, entre muitas páginas, a última é a que tem sido mais polémica.

Uma ilustração na página 44 mostra D. João II e Gouveia e Melo lado a lado, rodeados por objetos que representam a inovação tecnológica e inteligência artificial.

"Se D. João II visse os drones, a inteligência artificial e a tecnologia que hoje temos disponível, certamente não hesitaria em trocar ideias com o almirante". Esta descrição, que acompanha a ilustração, tem sido alvo de críticas na internet.

É entendida como propaganda política ao trabalho desenvolvido por Henrique Gouveia e Melo na marinha.

Francisco José Viegas, ex-secretário de estado da cultura e escritor, recorre à ironia para criticar a edição impressa.

A vanglória a Gouveia e Melo não fica por aqui. Ao longo da revista são vários os elogios deixados ao chefe do Estado-Maior da Armada.

Gouveia e Melo realizou um conjunto de transformações com significado e impacto funcional, visando potenciar os serviços.

A transformação digital da marinha, impulsionada pelo almirante Gouveia e Melo, é um processo contínuo e de grande importância estratégica.

O almirante é um dos nomes principais apontados a Belém, mas até sair das forças armadas, o próprio já disse que não se vai manifestar.