Almirante Gouveia e Melo
O almirante é um dos nomes principais apontados a Belém, mas até sair das forças armadas, o próprio já disse que não se vai manifestar.
Depois de ter comunicado a indisponibilidade para continuar como chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo quer descobrir outros mares.
Na edição numero 601 da revista da marinha portuguesa, referente ao mês de dezembro, entre muitas páginas, a última é a que tem sido mais polémica.
Uma ilustração na página 44 mostra D. João II e Gouveia e Melo lado a lado, rodeados por objetos que representam a inovação tecnológica e inteligência artificial.
"Se D. João II visse os drones, a inteligência artificial e a tecnologia que hoje temos disponível, certamente não hesitaria em trocar ideias com o almirante". Esta descrição, que acompanha a ilustração, tem sido alvo de críticas na internet.
É entendida como propaganda política ao trabalho desenvolvido por Henrique Gouveia e Melo na marinha.
Francisco José Viegas, ex-secretário de estado da cultura e escritor, recorre à ironia para criticar a edição impressa.
A vanglória a Gouveia e Melo não fica por aqui. Ao longo da revista são vários os elogios deixados ao chefe do Estado-Maior da Armada.
Gouveia e Melo realizou um conjunto de transformações com significado e impacto funcional, visando potenciar os serviços.
A transformação digital da marinha, impulsionada pelo almirante Gouveia e Melo, é um processo contínuo e de grande importância estratégica.
O almirante é um dos nomes principais apontados a Belém, mas até sair das forças armadas, o próprio já disse que não se vai manifestar.