Educação
É um aumento de cerca de 12% face ao ano letivo 2023/2024. Atualmente, um em cada seis alunos é estrangeiro.
Os problemas na educação parecem não ter fim à vista e desta vez não é sobre a falta de professores. A integração dos jovens que não são portugueses passou também a ser um problema do ambiente escolar.
Uma das promessas do Governo para a educação tinha sido a contratação de mais de 42 mediadores linguísticos para as escolas que promovessem a integração destes alunos.
A menos de um mês de arrancar o ano letivo, esta promessa dá-se por não cumprida.
Joana Gião, a Sub-Diretora Geral da Administração Escolar disse que as renovações contratuais só poderiam ser feitas se os técnicos tivessem completo horário anual do ano anterior, que teria sido a 16 de setembro.
Como a contratação dos profissionais só ocorreu em janeiro de 2025, com entrada nas escolas a partir de fevereiro, todos os contratos terminam em 31 de agosto.
Este atraso impossibilita uma recondução automática.
Os técnicos de linguística contavam renovar os contratos e já tinham o aval das escolas. Mas o Governo veio lhes trocas as voltas e spuberam agora que vão ser dispensados a dia 31 de agosto.
As escolas do país tiveram conhecimento que não podem renovar os contratos anteriores e vão ter de abrir um novo concurso, o que não vai permitir ter os profissionais a tempo do início das aulas.
Segundo dados do Ministério da Educação, as nacionalidades em maior número nas escolas são: indiana, paquistanesa, venezuelana, bengali, colombiana, russa e argentina.
Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas, referiu que se as coisas correrem como previsto, os profissionais chegam às escolas em outubro.
No entanto, refere que no próximo ano letivo de 2026/2027 vai se voltar a repetir este problema.