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André Pinotes Baptista defende que apoio a Seguro não é apoio ao PS e Paulo Núncio garante que não apoia «nenhum candidato nesta segunda volta»

| 22 de Janeiro de 2026 às 19:13
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Frente a Frente

«Se me dessem um boletim com André Ventura e Marques Mendes, eu votaria Marques Mendes. Se me dessem um boletim com João Cotrim de Figueiredo e André Ventura, eu votaria também em João Cotrim de Figueiredo», garantiu o socialista André Pinotes Baptista. Já Paulo Núncio, do CDS-PP, defende: «nunca votei num candidato presidencial de esquerda no passado. Não vou votar num candidato presidencial de esquerda nestas eleições».

André Pinotes Baptista (PS) e Paulo Núncio (CDS-PP) estiveram Frente a Frente no NOW esta quinta-feira e falaram sobre as eleições presidenciais de 2026.

"O que vamos escolher é um Presidente da República, não é o líder da direita. André Ventura tem feito um esforço tremendo para transformar estas eleições no que elas não são", começou por dizer o deputado socialista.

Acrescenta ainda que o candidato a Belém apoiado pelo Chega tem tentado fazer uma "chantagem perante o CDS, a Iniciativa Liberal, o PSD e em particular o primeiro-ministro".

"Cecília Meireles, [Pedro] Mota Soares, [José] Ribeiro e Castro, "Chicão" já escolheram apoiar António José Seguro, já escolheram a moderação e a democracia. A pergunta que eu deixo é: E Paulo Núncio quando?", confrontou André Pinotes Baptista.

Em resposta, Paulo Núncio garantiu que não dará o seu voto a Seguro, justificando: "nunca votei num candidato presidencial de esquerda no passado. Não vou votar num candidato presidencial de esquerda nestas eleições".

Contudo, o deputado do CDS deixou claro que também não dará o seu voto a André Ventura. "Não só aceito como apoio a posição que foi adotada ontem [quarta-feira] pelo CDS de não apoiar nenhum candidato nesta segunda volta. E assim ficarei", disse.

Ainda sobre a candidatura de António José Seguro, Paulo Núncio defendeu que o adversário político do seu partido "é o PS" e que o adversário ideológico "é o socialismo".

Em oposição, André Pinotes Baptista referiu que as pessoas "de centro e de direita que estão a declarar apoio a António José Seguro não estão a apoiar o PS", uma vez que a eleição de 8 de fevereiro "não é partidária".

"Estas pessoas não abdicaram das suas convicções, não abdicaram dos seus caminhos. (...) Se me dessem um boletim com André Ventura e Marques Mendes, eu votaria Marques Mendes. Se me dessem um boletim com João Cotrim de Figueiredo e André Ventura, eu votaria também em João Cotrim de Figueiredo. Pergunta-me: votaria com grande convicção? Votaria com ânimo? Iria fazer campanha? Claro que não. Mas saberia distinguir o acessório do essencial", salienta o socialista.