André Ventura critica apoio do PSD à candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras

| 17 de Julho de 2025 às 19:19
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Debate do Estado da Nação

O Presidente da Câmera de Oeiras foi condenado por crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais entre 2013 e 2014.

No Debate do Estado da Nação, esta quinta-feira, o líder do Chega criticou o apoio do PSD à candidatura de Isaltino Morais à Câmara Municipal de Oeiras e a de Maria das Dores Meira à de Setúbal.

O deputado do Chega acusou o PSD de não agir de acordo com as suas promessas, uma vez que afirmou que a luta contra a corrupção era um dos seu marcos e depois veio apoiar candidatos envolvidos em polémicas.

Apesar de não ter sido condenado por corrupção, Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, foi preso por fraude fiscal e branqueamento de capitais, entre 24 de abril de 2013 e 24 de junho de 2014. Maria das Dores Meira, que foi Presidente da Câmara de Setúbal durante 12 anos, está também a ser investigada pela utilização indevida de cartões de crédito do município em 2024. 

A Comissão Política Nacional do PSD tinha anunciado esta terça-feira que iria apoiar as duas candidaturas independentes. Isaltino Morais, já foi social-democrata por mais de duas décadas, mas o nome de Dores Meira, ex-autarca do PCP, surge pela primeira vez associado ao partido.

Maria das Dores Meira foi Presidente da Câmara de Setúbal até 2021, ano em que atingiu o limite de mandatos. Concorreu depois para o município de Almada, sendo eleita vereadora, apesar da derrota contra o PS. Veio, no entanto, a renunciar o mandato em 2024, quando se desfiliou do Partido Comunista.

O apoio à ex-autarca foi também criticado pelo PSD de Setúbal, que defende que "deve apresentar uma candidatura própria e autónoma aos órgãos autárquicos do concelho".

Recorde-se que o Debate da Nação acontece esta quinta-feira e que o encontro dos partidos ficou marcado pela troca de nomes entre a bancada do PS e do Chega. Saúde e imigração foram os principais temas discutidos.

Este debate será o último plenário onde o primeiro-ministro estará presente antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para as férias do verão.