Ano letivo arranca com 1091 horários por preencher

Carolina Pereira Soares | 12 de Setembro de 2024 às 15:59
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De norte a sul do país, os pais reclamam da falta de professores. A região de Lisboa e Vale do Tejo é uma das zonas em que a situação é mais notória.

O ano letivo arranca na próxima segunda feira, e, de acordo com o ministro da educação ainda há 1091 horários por preencher. As áreas com maior carência continuam a ser Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

"Ontem, às 8h30, é natural que agora a situação seja um pouco mais grave, nós tínhamos em oferta de escola qualquer coisa como mais de 1800 horários", disse  Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF. "Isto significa pelo menos 153 mil alunos sem os professores todos."

Já André Pestana, coordenador do STOP disse que: "Estes têm, digamos ainda, que superar mais barreiras, porque as condições físicas, como podem constatar, são muito difíceis. Dentro de algumas salas chove, há frio no inverno, há calor no verão, os alunos não têm uma sala quando está a chover no intervalo para estarem abrigados. Ou seja, este é o país real."

De norte a sul do país, os pais reclamam da falta de professores. A região de Lisboa e Vale do Tejo é uma das zonas em que a situação é mais notória.

No norte, em Vila Real, a diretora da escola secundária São Pedro, admite que ainda há um professor em falta, mas que a situação deve ser resolvida rapidamente. "Podemos felicitar-nos por não termos este problema", disse Rita Mendes , diretora da escola secundária S. Pedro. "Temos apenas em falta um professor de física e química, mas estou em crer que dentro de dias já teremos a sua substituição."

Segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre, ainda há 1091 horários por preencher, ou seja milhares de alunos não vão ter pelo menos um professor no começo das aulas, na próxima segunda-feira.