Antigo patrão da equipa de ciclismo W52-FC Porto e o antigo diretor-desportivo condenados a penas de prisão efetiva

| 13 de Dezembro de 2025 às 15:00
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W52-FC Porto

Os restantes arguidos do processo Prova Limpa foram condenados a penas suspensas ou pagamento de multas.

A justiça deu como provados praticamente todos os factos da acusação do processo Prova Limpa. Fica assim demonstrado o esquema de doping que vigorou na equipa de ciclismo W52-FC Porto, durante vários anos.

O antigo patrão da equipa, Adriano Quintanilha, e o então diretor-desportivo, Nuno Ribeiro, foram esta sexta-feira condenados a penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses.

Em causa um plano engendrado e concretizado por estes dois arguidos para o uso de substâncias ilícitas, dopantes, pelos ciclistas. 

Adriano Quintanilha pagava as substâncias dopantes e tinha sempre o poder de decisão final. O antigo corredor Nuno Ribeiro faria a ligação com os ciclistas, adquiria os produtos ilícitos e dava instruções e orientações sobre as substâncias dopantes aos atletas.

Estes foram condenados a penas suspensas ou a pagamento de multas. Dois foram absolvidos.

O julgamento dos 26 arguidos do processo decorreu num pavilhão anexo à cadeia de Paços de Ferreira.