José Luís Carneiro
O secretário-geral do PS disse no NOW que não gosta deste documento, mas que seria incompreensível que neste momento o PS fosse "corresponsável por uma crise política".
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, esteve no NOW para a primeira entrevista depois da aprovação do Orçamento do Estado para 2026 e disse que, apesar de terem existido alterações, este continua a ser um documento sem credibilidade.
"Como é evidente, a nossa decisão foi uma decisão de interesse nacional. Se hoje o Partido Socialista tivesse votado contra o Orçamento nós estaríamos de novo a entrar numa crise política e estaríamos de novo a entrar num quadro pré-eleitoral para as eleições legislativas", começou por explicar.
José Luís Carneiro diz que essa teria sido uma decisão que causaria um prejuízo grave, uma vez que estaríamos num cenário de eleições presidenciais sem condições de marcar eleições legislativas.
Além disso, o prejuízo iria refletir-se também na execução do Plano de Recuperação e Resiliência, uma vez que existem metas que estão comprometidas com as instâncias europeias.
"Imagine o que era a instabilidade para investidores internacionais que procuram o país para criar melhores oportunidades. Imagine o que era entrar neste quadro de imprevisibilidade", afirmou.
Desta forma, o secretário-geral do PS argumentou que não gosta deste documento, mas que seria incompreensível que neste momento o PS fosse "corresponsável por uma crise política".
"Cumprimos aquilo que prometemos aos portugueses, ou seja, um grande sentido de responsabilidade e de colocar o interesse nacional, o interesse das pessoas, o interesse do país, acima de quaisquer outros interesses, nomeadamente interesses de natureza partidária. Foi o que prometemos, foi o que cumprimos. E é por isso mesmo que nós temos vindo a sentir que há um reencontro da confiança dos portugueses no Partido Socialista", reiterou.