"Aquilo que me surpreende uma vez mais são os tempos destas buscas e apreensões"
Pedro Proença esteve em entrevista no Now e esclareceu que o crime de que Frederico Pinheiro é acusado já devia ter sido investigado mais cedo, uma vez que já é conhecido há mais de um ano.
Pedro Proença esteve em entrevista no Now e esclareceu que o crime de que Frederico Pinheiro, o ex-adjunto do antigo ministro das Infraestruturas João Galamba, é acusado é, na sua essência, um crime de roubo. O advogado diz também que a confissão de Frederico Pinheiro na comissão parlamentar de inquérito da TAP em março do ano passado tem valor jurídico e que não entende porque é que só agora é que foram feitas buscas.
"Em sede de comissão parlamentar há praticamente quase uma confissão plena destes factos, não só em relação à questão do computador em que Frederico Pinheiro assume ter copiado parcialmente documentação e informação que estaria classificada como confidencial e abrangendo o próprio segredo de estado. Também se deu à ousadia de exibir o telemóvel que terá subtraído do ministério das infraestruturas", referiu Pedro Proença.
"Aquilo que me surpreende uma vez mais são os tempos destas buscas e apreensões. Estamos a falar de uma situação que ficou conhecida não só da opinião pública mas também das autoridades judiciárias em maio do ano passado e só agora é que se assiste a uma diligência e de busca e investigação por parte da polícia judiciária", concluiu.