Confederação Asiática de Futebol decidiu adiar todos os jogos das três principais provas de clubes agendados para os próximos dias no Médio Oriente.
O ataque militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irão paralisou, este sábado, as provas continentais de futebol no Médio Oriente e algumas competições nacionais, em resultado também da retaliação iraniana contra vários países da região.
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) decidiu, este sábado, adiar todos os jogos das três principais provas de clubes agendados para os próximos dias no Médio Oriente, por razões de segurança, entre os quais os encontros da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.
O Al Ittihad, da Arábia Saudita, que é treinado pelo português Sérgio Conceição e integra no plantel os futebolistas lusos Danilo e Roger Fernandes, é um dos clubes afetados na 'Champions' asiática, tal como o Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, orientado pelo compatriota Paulo Sousa.
Na prova secundária, a Liga dos Campeões 2, foi adiado, entre outros, o encontro entre o Al Wasl, equipa dos Emirados Árabes Unidos treinada pelo português Rui Vitória, e os sauditas do Al Nassr, orientados por Jorge Jesus e que integram no plantel os internacionais lusos João Félix e Cristiano Ronaldo, da primeira mão dos quartos de final.
"Tendo em consideração a evolução da situação no Médio Oriente (...), as partidas previstas para 02 e 03 de março de 2026 na região ocidental serão reagendados", informou, em comunicado, a AFC, que também adiou os jogos marcados para este sábado naquela região.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.