João Cotrim de Figueiredo
As declarações do candidato surgem na sequência da morte de três pessoas nas últimas 48 horas enquanto esperavam por meios de socorro.
O candidato a Presidente da República João Cotrim de Figueiredo considera que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, não tem condições para se manter no cargo, caso se confirme o nexo de causalidade entre as últimas mortes no País com a falta de reforço de ambulâncias.
As declarações do candidato surgem na sequência da morte de três pessoas nas últimas 48 horas enquanto esperavam por meios de socorro, deixando em alvoroço o INEM, os bombeiros e as autoridades de saúde.
“Acho que este é o género de situação que exige respostas e esclarecimentos rápidos e só há duas explicações possíveis para uma demora tão grande: ou ainda há o apuramento de factos ou circunstâncias que possam justificar isto, que parece difícil de justificar, ou há um embaraço tão grande que estão a encontrar a melhor forma de politicamente gerar esta situação”, disse o candidato presidencial, apoiado pela Iniciativa Liberal, esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas.
Note que esta terça-feira soube-se que um homem de 78 anos morreu no Seixal, depois de esperar quase três horas à espera do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho mas, apesar das críticas, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral, defendeu o novo sistema, justificando que “não havia ambulâncias disponíveis”.
Menos de 24 horas depois, surgem mais dois novos casos: uma mulher que morreu em Sesimbra depois de esperar 40 minutos por socorro e de ter sido acionada uma ambulância de Carcavelos, que demorou mais de meia a hora a chegar ao local.
Pouco depois, soube-se de mais um caso em Tavira, no Algarve, ocorrido também quarta-feira. O homem de 68 anos terá esperado mais de uma hora por socorro, depois de se ter sentido mal.