Autoridades acreditam que enfermeira assassina teve ajuda para fugir

| 29 de Dezembro de 2025 às 14:36
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Autoridades acreditam que enfermeira assassina teve ajuda durante para fugir e que continua a ser auxiliada

A jovem foi condenada pelo homicídio de Diogo Gonçalves, que aconteceu em 2020.

Foi depois de ter visto o Supremo a descer a pena de prisão para 23 anos e a consequente confirmação da sentença por parte do Tribunal Constitucional, que Mariana Fonseca encetou a fuga. Desde então, já passaram seis meses. 

A enfermeira assassina teve conhecimento de que a decisão tinha transitado em julgado no dia 13 de maio deste ano, mas ao que tudo indica, já tinha tudo planeado para fugir. 

O mandado de detenção só foi emitido no dia 3 de julho, mas a Polícia Judiciária já estaria a seguir-lhe o rasto dias antes de receber oficialmente o documento.  

As autoridades acreditam que a jovem foi ajudada durante a fuga e que continua a receber apoio no local onde se encontra. Para trás ficou o apartamento que arrendou em Lisboa, antes da decisão judicial. Na casa do pai, militar da GNR no Algarve, tudo foi deixado ao abandono.  

A enfermeira assassina fez um vídeo onde admitiu a fuga e frisou ainda que não matou Diogo. É neste registo que também pediu desculpa à família. 

Este é o desenrolar de uma história que começou em 2020.  

Mariana Fonseca confessou que vivia numa bolha cor-de-rosa ao lado da então namorada, Maria Malveiro. Juntas, sonhavam viajar pelo mundo, um dia. No entanto, esses planos nunca chegaram a concretizar-se.  

Foram detidas por matarem e desmembrarem Diogo Gonçalves, em março de 2020, para ficaram com uma indemnização de 70 mil euros que o jovem tinha recebido pela morte da mãe.  

Maria foi condenada a 25 anos de prisão, mas suicidou-se na cadeia. Já Mariana, foi inicialmente absolvida pelo tribunal de Portimão, mas acabou por ser condenada, situação que levou à fuga.