Banco de Portugal prevê que a guerra no Irão reduza crescimento do PIB para 1,8%
Prevê também que a inflação atinja os 2,8%.
O cenário nacional e internacional fazia prever que a conjuntura económica viria a sofrer alterações, mas esta quarta-feira chegou a certeza. O boletim económico divulgado não deixa margem para duvidas. O Banco de Portugal piorou as estimativas para a economia portuguesa.
A subida acentuada do preço do petróleo cortou as estimativas de crescimento para a economia portuguesa. Se na previsão anterior, em dezembro, esperava-se que o crescimento chegasse aos 2,3%, na nova previsão o crescimento não deverá ir além dos 1,8%.
Ao choque energético soma-se a tempestade Kristin que, juntos, devem ter atirado a economia para a estagnação no primeiro trimestre.
A degradação das projeções de dezembro é ainda mais significativa nos preços.
O Banco de Portugal espera que a inflação dispare para os 2,8%, 0,7 pontos percentuais acima dos 2,1% esperados em dezembro. Este aumento implica uma subido dos preços 33% superior ao esperado.
O boletim económico entende que esta projeção reflete a deterioração do enquadramento externo, na sequência do ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel ao Irão no final de fevereiro. Os efeitos podem prolongar-se no tempo. Esse foi também o alerta deixado pelo governado do Banco de Portugal.
Em 2027, o PIB deverá crescer 1,6% e a inflação ficar nos 2,3%, valores que são piores do que os projetados em dezembro.