BE acusa Governo de estar “alinhado com os interesses dos patrões”; IL pede pacote laboral “mais flexível e adaptado à realidade do século XXI
Joana Mortágua (BE) e Rodrigo Saraiva (IL) estiveram Frente a Frente no NOW.
Joana Mortágua (BE) e Rodrigo Saraiva (IL) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta terça-feira e falaram sobre as propostas de alteração à legislação laboral do Governo.
Joana Mortágua começou por defender que “esta lei laboral foi o maior passo em falso que o Governo podia ter dado". Segundo a dirigente do Bloco de Esquerda, o pacote laboral “desmascara completamente a intenção do Governo”, que está “completamente alinhado com os interesses dos patrões e despreza os direitos laborais”.
“O Governo achou que podia maltratar as centrais sindicais, dizendo que eram agentes partidários, sem ter respeito por aquilo que elas representam”, acrescentou.
De acordo com Joana Mortágua, “aqueles que fazem horas extraordinárias porque o salário base não chega até ao final do mês”, por causa do banco de horas, “podem passar a trabalhar mais dez horas por semana, [e] continuam a perder tempo de família”, mas agora “recebem zero”.
Por sua vez, Rodrigo Saraiva confessou não ter percebido a proposta de pacote laboral do Governo. O deputado da IL lembrou que o candidato à presidência da República apoiado pelo partido, Cotrim de Figueiredo, disse que sente que o Governo está a fazer um recuo perante as intenções iniciais”.
“Há uma coisa que eu sei: não vai ser um pacote liberal”, defendeu.
Segundo Rodrigo Saraiva, a Iniciativa Liberal defende uma legislação laboral “mais flexível, mais adaptada à realidade do Século XXI” e que deve englobar um conjunto de trabalhadores que antigamente não tinham relevância, mas que agora já têm.