BE defende que caso Spinumviva retira credibilidade ao primeiro-ministro; IL diz que “portugueses estão fartos” de casos sucessivos

Inês Simões Gonçalves | 23 de Dezembro de 2025 às 19:07
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BE defende que caso Spinumviva retira credibilidade ao primeiro-ministro; IL diz que “portugueses estão fartos” de casos sucessivos

Joana Mortágua (BE) e Gonçalo Levy Cordeiro (IL) estiveram Frente a Frente no NOW

Joana Mortágua (BE) e Gonçalo Levy Cordeiro (IL) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta terça-feira e falaram sobre o caso Spinumviva, depois de o Ministério Público ter vedado o acesso da comunicação social à averiguação preventiva. 

Gonçalo Levy Cordeiro começou por defender que “os portugueses estão fartos” de discutir casos sucessivos e de não se discutir políticas 

"Temos aqui duas pessoas com visões completamente diferentes de como é que a sociedade portuguesa deve ser organizada e não conseguimos discutir as nossas ideias porque estamos constantemente a discutir os casos do dia-a-dia", acrescentou. 

O deputado liberal disse ainda que espera que “o caso seja encerrado e que não se volte a abrir o tema daqui a um ou dois anos. 

“Se voltarmos a abrir este tema, já não é só a credibilidade do primeiro-ministro que fica em causa, é também a do Ministério Público, que se calhar não fez o suficiente hoje para evitar o que pode acontecer daqui a uns tempos”, defendeu. 

Por sua vez, Joana Mortágua realçou que “há duas questões diferentes neste caso que muitas vezes são confundidas pelo próprio PSD e pelo primeiro-ministro". 

“Há uma avaliação política e há uma avaliação judicial. A avaliação política retira toda a credibilidade ao primeiro-ministro e a avaliação judicial retira bastante credibilidade ao Procurador-Geral da República e ao Ministério Público na avaliação deste caso”, defendeu. 

A dirigente do BE afirmou ainda que “o país pode fazer uma avaliação de carácter de um primeiro-ministro que mentiu sobre os negócios que tinha”. 

“Mentiu. É um facto. Não cumpriu as obrigações declarativas enquanto titular de cargos públicos”, concluiu.