BE defende que caso Spinumviva retira credibilidade ao primeiro-ministro; IL diz que “portugueses estão fartos” de casos sucessivos
Joana Mortágua (BE) e Gonçalo Levy Cordeiro (IL) estiveram Frente a Frente no NOW
Joana Mortágua (BE) e Gonçalo Levy Cordeiro (IL) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta terça-feira e falaram sobre o caso Spinumviva, depois de o Ministério Público ter vedado o acesso da comunicação social à averiguação preventiva.
Gonçalo Levy Cordeiro começou por defender que “os portugueses estão fartos” de discutir casos sucessivos e de não se discutir políticas
"Temos aqui duas pessoas com visões completamente diferentes de como é que a sociedade portuguesa deve ser organizada e não conseguimos discutir as nossas ideias porque estamos constantemente a discutir os casos do dia-a-dia", acrescentou.
O deputado liberal disse ainda que espera que “o caso seja encerrado e que não se volte a abrir o tema daqui a um ou dois anos.
“Se voltarmos a abrir este tema, já não é só a credibilidade do primeiro-ministro que fica em causa, é também a do Ministério Público, que se calhar não fez o suficiente hoje para evitar o que pode acontecer daqui a uns tempos”, defendeu.
Por sua vez, Joana Mortágua realçou que “há duas questões diferentes neste caso que muitas vezes são confundidas pelo próprio PSD e pelo primeiro-ministro".
“Há uma avaliação política e há uma avaliação judicial. A avaliação política retira toda a credibilidade ao primeiro-ministro e a avaliação judicial retira bastante credibilidade ao Procurador-Geral da República e ao Ministério Público na avaliação deste caso”, defendeu.
A dirigente do BE afirmou ainda que “o país pode fazer uma avaliação de carácter de um primeiro-ministro que mentiu sobre os negócios que tinha”.
“Mentiu. É um facto. Não cumpriu as obrigações declarativas enquanto titular de cargos públicos”, concluiu.