Frente a Frente
Frente a Frente no NOW, Joana Mortágua afirmou que a situação no Serviço Nacional de Saúde está "pior" do que durante a governação socialista. Já Mário Amorim Lopes defendeu que as falhas não vão mudar com a substituição da ministra Ana Paula Martins.
Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram esta terça-feira Frente a Frente no NOW e falaram sobre o caso de uma grávida de 39 semanas, e com contrações a cada três minutos, que foi enviada para casa pelo Hospital de Santo André, em Leiria, localizada a 103 quilómetros de distância, depois de ter tido alta hospitalar.
"Vamos ver qual é a justificação da ministra [da Saúde] para este caso, se é [pela grávida] não ter telemóvel, ou se é ser pobre e não poder ir ao privado", começou por criticar Joana Mortágua, que acrescentou que o Governo está a "fazer com que as grávidas passem por verdadeiras corridas de obstáculos para conseguirem ter os seus filhos".
Em resposta, Mário Amorim Lopes defendeu que este tipo de casos vão continuar a acontecer mesmo com a substituição da atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantindo que a solução passa por "grandes reformas" no Serviço Nacional de Saúde.
"Acho que não podemos tirar grandes conclusões deste caso em particular", sustentou, acrescentando que esta situação em particular tem contornos "surreais".
Em contrapartida, Joana Mortágua defendeu que já "não dá para sacudir a responsabilidade de cima do Governo" de Luís Montenegro.
"As coisas estão muito piores do que aquilo que estavam e eu já várias vezes disse que a herança da maioria absoluta do PS na saúde foi péssima. Agora, o que é que está a correr mal no SNS? São greves? São sindicatos que estão a sabotar o serviço? Não. O que está a correr mal? É a falta de prestadores privados? Não, nunca houve tantos privados a trabalhar no SNS, tantas empresas privadas a prestar serviços médicos, serviços de enfermagem, nunca se recorreu tanto ao privado no SNS como agora e no entanto está pior", vincou.