Bispos portugueses desejam que Estado isente de impostos indemnizações às vítimas de abusos sexuais
No entanto, não vão fazer qualquer recomendação nesse sentido.
O recém-eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa diz que a eventual tributação fiscal das compensações financeiras às vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica não foi tratada na assembleia plenária nem vai ser feita qualquer recomendação ao Governo, mas a opinião dos bispos é clara.
Ainda há nove pedidos em análise e já foi pago um milhão e 600 mil euros a 57 pessoas. Valores diversos, consoante as situações, sendo que os mais elevados sofreram uma redução significativa em relação à proposta original.
Aos mais baixos não foi aplicado o mesmo corte, senão ficariam em valores que não seriam adequados, explicou D. Virgílio Antunes, que não vê qualquer vantagem na entrega dos relatórios às vítimas.
No comunicado final da assembleia plenária, que decorreu durante quatro dias em Fátima, os bispos manifestam plena comunhão e solidariedade com o Papa Leão XIV, destacando que fala com a autoridade do Evangelho e convida todos os crentes e não crentes a construir caminhos de diálogo, reconciliação e fraternidade.