Bloco de Esquerda e Livre unem-se em coligação em Castelo Branco
Os dois partidos apelaram ao Estado português para garantir a segurança dos tripulantes da flotilha humanitária a Gaza.
Depois de ter descido na preferência dos eleitores nas últimas autárquicas em Castelo Branco, o Bloco avança para as eleições de 12 de outubro coligado com o Livre, colocando a questão da habitação e da mobilidade como pontos centrais da agenda.
Marisa Matias, que substitui Mariana Mortágua na Assembleia da República enquanto a coordenadora se deslocou a Gaza numa flotilha humanitária, está preocupada com a detenção dos ativistas pela marinha de Israel.
A dirigente do Bloco de Esquerda diz não saber do paradeiro da líder do partido desde que foi detida.
“O genocídio continua a acontecer e a ajuda humanitária não está a chegar. Nem nós nem os familiares dos tripulantes têm qualquer tipo de informação em relação ao paradeiro das pessoas. É uma missão humanitária, de paz”, afirmou Marisa Matias.
No que toca à detenção da flotilha humanitárias, os dois partidos da coligação remam no mesmo sentido.
“É obrigação de todos os Estados, nomeadamente do Estado português, proteger e exigir ao Estado de Israel a proteção absoluta destes tripulantes da flotilha, que é uma missão humanitária protegida pelo direito internacional”, defendeu Isabel Mendes, do Livre.