Bombeiros do Beato e da Penha de França que ficaram em liberdade terão desviado milhares de euros
Entre os suspeitos está o comandante Mário Ribeiro, uma tesoureira e um vice-presidente.
Os bombeiros tinham sido detidos por suspeitas de desviar verbas da corporação e do uso indevido de uma viatura de serviço em benefício pessoal.
A PJ quer perceber de que forma é que essas verbas do dispositivo especial de combate a fogos, cedidas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, foram usadas pela corporação.
O Correio da Manhã sabe que os bombeiros escolhidos para a equipa do Beato, liderada por Mário Ribeiro, principal suspeito desta operação, nunca receberam o dinheiro combinado.
A verba da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil era entregue à direção da associação e há vários anos que há dúvidas sobre a mesma.
A PJ também está a investigar a faturação de serviços de doentes não urgentes.
Os bombeiros da corporação do Beato são entre as seis corporações de voluntários de Lisboa a que detém a maior parte deste negócio, cerca de 30%.
No entanto, há registo de inúmeros transportes de doentes que não foram faturados.
No âmbito da operação “Rescaldo” foram cumpridos três mandados de busca domiciliária e um de busca não domiciliária.
Os bombeiros foram libertados e depois de presentes a tribunal, mas ficaram suspensos de funções.