Brent cai 9% para 90 dólares após anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz

Lusa | 17 de Abril de 2026 às 21:39
Brent cai 9% para 90 dólares após anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz
Brent cai 9% para 90 dólares após anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz FOTO: AP

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, para entrega em junho, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar nos 90,38 dólares, registando uma queda de 9,07%, ou 9,01 dólares, face ao fecho do dia anterior, de 99,39 dólares.

A cotação do barril de petróleo terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres com uma descida superior a 9%, fixando-se pouco acima dos 90 dólares, após o anúncio do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, para entrega em junho, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar nos 90,38 dólares, registando uma queda de 9,07%, ou 9,01 dólares, face ao fecho do dia anterior, de 99,39 dólares.

O Brent negociou a cerca de 97 dólares durante toda a manhã, até que Teerão anunciou que o Estreito de Ormuz permaneceria "totalmente aberto", altura em que começou a cair, chegando a perder mais de 13%.

"Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios mercantes pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o resto do período de cessar-fogo, seguindo a rota coordenada já anunciada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica do Irão", frisou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, na rede social X.

Apesar do anúncio, o Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que o seu país vai manter o bloqueio naval ao Irão até que seja alcançado um acordo, algo que espera que aconteça "dentro de um ou dois dias", segundo uma entrevista, e proibiu Israel de atacar o Líbano.

Entretanto, o Reino Unido e a França anunciaram hoje, em Paris, o lançamento de uma missão multinacional de pelo menos uma dezena de países para garantir o trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Esta missão será "estritamente pacífica e defensiva" e servirá para salvaguardar a liberdade de navegação e auxiliar na desminagem da via navegável estratégica.