Brigitte Bardot aos 91 anos
A atriz francesa abandonou o cinema há mais de 50 anos para dedicar a vida aos animais.
Brigitte Bardot morreu na manhã deste domingo em casa, em Saint Tropez, no sul de França. A notícia chegou pela fundação da atriz mundialmente conhecida.
Em outubro, já tinha sido internada para tratamentos relacionados com "doença grave", mas regressou a casa três semanas depois.
Bardot nasceu em paris, em setembro de 1934. Desde muito jovem mostrou interesse pelas artes e começou a praticar balé no Conservatório de Paris.
Aos 15 anos, posou para a capa da revista Elle e começou assim o seu trajeto público.
A carreira de cinema começou em 1952. Passado quatro anos, integrou o filme "E Deus Criou a Mulher" que a transformou numa sensação global. A partir daí, a carreira explodiu internacionalmente.
Brigitte chegou a ser considerada uma das mulheres mais sensuais do século XX.
Há várias décadas que a atriz vivia isolada da vida pública em Saint Tropez, onde residia.
Deixou o cinema há mais de 50 anos, mas não sem antes protagonizar dezenas de filmes e duas cenas que entraram para o panteão da sétima arte: uma num restaurante de Saint Tropez em " E Deus Criou a Mulher" e um monólogo na abertura de "O Desprezo".
Após o seu afastamento, Brigitte Bardot dedicou-se de forma intensa à defesa dos direitos dos animais, tornou-se vegetariana e criou a fundação Brigitte Bardot para o bem-estar e proteção dos animais.
A atriz casou-se quatro vezes e teve um filho com um ator. Sobreviveu a várias tentativas de suicídio e a dois abortos voluntários.
Houve uma altura em que prestou declarações políticas controversas que a levaram a ser multada por incitamento ao odio racial em França.
Brigitte Bardot marcou uma nova forma de expressa feminilidade nas décadas de 1950 e 1960.