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A decisão da autarquia da capital de abrir dezenas de concursos públicos para cargos dirigentes está a gerar um intenso debate sobre a verdadeira transparência de todo o processo e Pedro Proença e Joana Amaral Dias analisaram esta terça-feira no NOW o tema.
Durante a análise, Joana Amaral Dias sublinhou que a medida pode ser apenas uma tentativa de limpar a imagem da instituição após várias polémicas, alertando-se para o risco de os concursos serem feitos à medida de candidatos pré-selecionados.
«Se é para ir dar no mesmo, é a descredibilização final», afirmou a psicóloga. A partidarização das estruturas camarárias e do Estado foi fortemente criticada pelo advogado, lembrando que a rede de amiguismos prejudica gravemente quem tem mérito e currículo.
A eficácia desta medida só poderá ser comprovada se os critérios de seleção forem detalhados e públicos, evitando que os mesmos cargos continuem a ser ocupados pelas mesmas pessoas.