Câmara Vila Nova de Gaia ordenou auditoria ao projeto 'Skyline' que visava a construção de um centro de congressos

| 30 de Novembro de 2025 às 12:45
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Câmara Vila Nova de Gaia ordenou auditoria ao projeto 'Skyline' que visava a construção de um centro de congressos

A autarquia diz que iriam desperdiçar centenas de milhões. Este é um dos projetos em discussão no julgamento da operação ‘Babel’.

A Câmara de Gaia quer que os contornos do negócio para a construção de um centro de congressos sejam apurados ao pormenor. A autarquia revelou este sábado em comunicado que avançou com uma auditoria ao projeto Skyline, do grupo Fortera. Este é um dos projetos em discussão no julgamento da Operação Babel, que envolve Patrocínio Azevedo, antigo vice-presidente.

A informação foi revelada pela autarquia depois de se saber que desistiu de ser assistente no processo e que abdicou também do pedido de indemnização de 50 mil euros.

"A posição do atual executivo, descrita no documento entregue em tribunal, é clara: o que é muito grave, e deve ser investigado e apurado com todo o detalhe, é uma parceira público-privada, no entender do Executivo, ilegal, sem concurso público, violadora do Plano Diretor Municipal e que troca centenas de milhões de euros concedidos a um grupo privado em detrimento de um retorno, em 25 anos, de uma dezena de milhões de euros", disse. 

A autarquia diz ainda que pretende apurar toda a verdade de uma operação urbanística e jurídica que considera "gravíssima" e que teve responsabilidade da Câmara do anterior presidente, Eduardo Vítor Rodrigues.

"A Justiça não deve ficar por bodes expiatórios pontuais, tem de ir ao fundo problema e até admitimos que colateralmente já o esteja a fazer", lê-se no comunicado.

Na operação Babel investigam-se alegados atos de corrupção em vários projetos urbanísticos em Gaia. O 'Skyline', do grupo Fortera, iria ser o mais alto do país. A parceria publico-privada previa que a Câmara passasse a ser proprietária do centro de congressos ao fim de 25 anos.

O processo tem ao todo 16 arguidos. Patrocínio Azevedo é suspeito de ter recebido subornos de 125 mil euros.