Jonathan Wilkinson
Segundo ministro da Energia do Canadá, no caso de uma intensificação da guerra comercial, o país vai aplicar tarifas sobre o etanol.
O ministro da Energia do Canadá, Jonathan Wilkinson, alertou esta quarta-feira que o país poderá adotar medidas não tarifárias, como restrições às exportações de petróleo ou taxas de importação sobre certos produtos, caso a disputa comercial com os Estados Unidos se agrave ainda mais.
O ministro sublinhou que, além das tarifas tradicionais, o Canadá pode recorrer à restrição da oferta de recursos estratégicos, como petróleo e minerais críticos, como forma de retaliar as políticas comerciais de Washington.
Jonathan Wilkinson detalhou que, no caso de uma intensificação da guerra comercial, o Canadá poderia aplicar tarifas sobre o etanol proveniente dos EUA, um produto vital para a economia agrícola norte-americana. O etanol está, segundo o ministro, “absolutamente na lista de coisas” que poderia ser afetado por essas medidas caso o Presidente Donald Trump avance com a imposição de tarifas adicionais sobre os produtos do Canadá, como os 25% sobre as importações de diversos bens, previstas para abril.
"Quando falamos de retaliação não tarifária, pode ser sobre a restrição da oferta. Pode ser uma imposição de direitos de exportação sobre os nossos produtos, como a energia e os minerais. Os minerais críticos são, sem dúvida, uma das opções mais fundamentadas, dada a sua natureza estratégica", afirmou.
O Canadá é um dos principais fornecedores de petróleo para os EUA, com cerca de quatro milhões de barris por dia, principalmente destinados às refinarias do centro-oeste americano.
Donald Trump anunciou na terça-feira um aumento substancial das tarifas sobre o aço e o alumínio importados do país vizinho, que passariam para 50%. No entanto, Trump sugeriu mais tarde que as tarifas poderiam ser reduzidas caso o Canadá aceitasse entrar em negociações para resolver a disputa.